Sou engenheiro mecânico e passei a última década na camada física da computação — a parte que decide se um cluster de GPUs roda em clock pleno ou entra em throttling até falhar. Meu trabalho fica exatamente onde engenharia térmica, infraestrutura elétrica e obra civil se encontram, e minha função é fazer essas três disciplinas concordarem em uma única planta executável.
Hoje lidero o projeto mecânico no data center de cripto de 100 MW do Penguin Group no Paraguai, onde também projeto os sistemas de refrigeração líquida e MEP para a expansão de I.A. do site — dimensionando a rejeição de calor para racks NVIDIA GB300 NVL72, especificando o duplo loop hidráulico que vai atender as placas frias direct-to-chip e os trocadores de porta traseira, e distribuindo o white space respeitando as restrições elétricas e civis. Essa expansão de I.A. ainda está na fase de projeto; no dia a dia, estou em campo garantindo que os contratados construam a infraestrutura de cripto exatamente como projetado.
Antes da infraestrutura de I.A., construí a base dela: diagnóstico de transformadores de alta tensão, operação crítica 24/7, HVAC industrial e conformidade em segurança de máquinas. É essa amplitude que me permite dimensionar uma CDU de manhã e resolver um conflito de afastamento de switchgear à tarde, sem terceirizar o problema.
Trabalho em inglês, espanhol e português, e estou aberto a posições remotas de engenharia dando suporte à construção e expansão de data centers de I.A. e HPC em qualquer lugar do mundo.